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Porno(2019)

Há um mês | Comédia, Horror, | 1h38min

de Keola Racela, com Katelyn Pearce, Jillian Mueller, Larry Saperstein, Glenn Scott, Evan Daves e Robbie Tann

 

Muita expectativa se põe num título que é Porno. Apesar dessa expectativa nem sempre ser correspondida, mal nosso que aplicamos este conceito constantemente, há sempre uns momentos feitos para tirar a fome a quem fica esfomeado, seja pelos testículos explosivos ou só pelo juicy nude gore.

Porno, filme de Keola Racela, realizador que começou a chamar a atenção com a sua curta-metragem Above the Sea de 2013, é um esforço indie que teve a sua estreia global no festival de cinema SXSW (South by Southwest).

Uma forma quase natural para a mixórdia de géneros como terror e comédia, onde se vê o exercício detalhado de um demónio, uma Succubus, que se aproveita da concupiscência masculina para os destruir. Com o nome de Lilith (Katelyn Pearce), este demónio trata de progressivamente matar a vítima, dando-lhes uma pequena morte antes do grand finale, Lilith pode assumir a forma tanto de homem como de mulher para seduzir as suas vítima mas, neste caso, este demónio tem um interesse maior em homens heterossexuais excitados, de sangue quente, primatas.

Esta história passa-se numa pequena vila na América circa 1992, onde o cinema local tem como exibição o filme Encino Man e A League of Their Own. Numa sexta-feira à noite, os empregados, todos eles cristãos, são convidados pelo seu superior sistémico (Bill Philips) para terem o prazer de assistir a uma exibição privada. A intriga desenvolve-se aqui, quando a sessão começa e o cinema é fechado à chave, pois não há quem possa guardar a porta.

Antes de começar o dia Mr. Pike reza com a sua equipa, o novo gerente Chaz (Jillian Mueller), o projecionista Heavy Metal Jeff (Robbie Tann), os arrumadores Abe (Evan Daves) e Todd (Larry Saperstein) e, o último integrante, Ricky (Glenn Scott), que acabou de regressar de um campo de férias que soam suspeitas. Como todos os bons círculos religiosos, neste não faltará de certeza, o sentimento de culpa e pecado que se aplicam uns aos outros, quase como uma pomada anti-queimaduras que não funciona.

Porno, não será uma perda de tempo, mas também não será mais do que a posição onde a exclusão o põe. Com uma fotografia que não acrescenta nada ao movimento artístico mas também não lhe retira, adequa-se. É completo duma edição promissora.

O guião, escrito por Matt Black e Laurence Vannicelli, é mais inábil do que inspirador, recorrendo fortemente a uma vibe cómica que nem sempre cumpre a intenção. Nesta tentativa, Keola, ainda não conseguiu alcançar o potencial perante o objecto artístico mas, sem dúvida, que é um bom “começo”.


André Pinto
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