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Mamma Mia!(2008)

Há um mês | Musical, Romance, Comédia, | 1h48min

De Phyllida Lloyd, com Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Stellan Skårsgard, Colin Firth, Julie Waters, Christine Baranski



Mamma Mia! foi a estreia de Phyllida Lloyd nos ecrãs de cinema, e foi lançado em 2008. Desde o seu lançamento desenvolveu uma base de fãs leais que ano sim ano sim senhor retornam para ver este filme polarizante, onde os críticos não parecem concordar com o amor dos fãs. E estão certos, mas ao mesmo tempo nem por isso.

O filme acompanha-nos na aventura de Sophie (Amanda Seyfried), uma noiva prestes a casar, que convida três homens para o seu casamento, todos estes podem ser o seu pai, e a sua missão é descobrir quem é o seu real progenitor sem a sua mãe, Donna (Meryl Streep) descobrir. Esta história é contada através de músicas dos ABBA.

E chegamos ao verdadeiro ponto fulcral da história, a banda sonora, que é a vida e o comandante deste navio. A história não cria o seu próprio ritmo, é articulada e desenvolvida à medida que uma nova música é introduzida, sendo que certas ações acontecem só para podermos introduzir uma das músicas da famosa banda sueca. Mas, tenho a dizer, a banda sonora é incrivelmente energética, viciante e com um fator de replayability muito elevado. Agora, os momentos visuais que vêm a acompanhar estes momentos musicais dividem-se, ou são muito bons, como a confusão que sentimos por Sophie durante a música Voulez-Vous, ou o tocante momento entre Sophie e Donna na música Slipping Through My Fingers. Ou são só confusos, com o exemplo de Lay All Your Love On Me, onde temos uma trupe de rapazes a aparecer do nada que se intermetem entre Sophie e Sky (Dominic Cooper).

Todo o mundo do filme é caricato e extravagante, fora das personagens principais todo o elenco age como se tivesse numa peça de teatro, tudo supra exagerado. Portanto parece que o elenco principal é dado o holofote e pode brilhar no palco, pois não existem consequências reais, num mundo assim fantasioso. Para terminar os pontos positivos, a performance de Meryl Streep é uma de claro destaque em relação a todo o elenco.

Agora o porquê desde filme não ser mais adorado pela crítica. Problemas de câmara, é tão caótica e extravagante como algumas cenas musicais, mas, não funciona, cria uma falta de coesão, torna a imagem do filme um pouco confusa e incoerente. Tem também uns problemas de correção de cor e de imagem, onde existem cenas demasiado escuras, e outras em que o branco está demasiado forte, e posso garantir que nem todos os atores eram cantores natos, mas um pouco de treino e autotune resolvem sempre a questão.

O filme acaba vazio, parece que seguimos um álbum com um ligeiro fio narrativo, e não um filme com música por trás. Mas, apesar disto tudo, é, atualmente, visto como um filme adorado por muitos, e o guilty pleasure de mais ainda, é estranhamente viciante, e apaixono-me um pouco mais cada vez que o vejo.


Guilherme Moura
Outros críticos:
 Pedro Horta:   5
 Alexandre Costa:   4