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Cursed - 1ª Temporada(2020)

Há 3 meses | Aventura, Fantasia, Drama, |

De Frank Miller, Tom Wheeler, com Katherine Langford, Devon Terrell, Gustaf Skarsgård, Daniel Sharman


A 17 de julho de 2020 estreou Cursed uma série de Frank Miller e Tom Wheeler, protagonizada por Katherine Langford. Os criadores descrevem a narrativa desta série como uma reimaginação das lendas de Arthur.

Nimue (Katherine Langford) é a uma rapariga com um poder especial e misterioso, depois de sofrer uma tragédia, esta é obrigada a entrar numa demanda para encontrar Merlin (Gustaf Skarsgård). No meio da sua demanda encontra amigos que terá de defender e inimigos que terá de enfrentar, a clássica história de perseguição daqueles que são diferentes, com a igreja como inimigo principal. No papel a história é simples, e em ação a história perde toda a magia que poderia ter. Com um guião vazio, interpretações que ficam aquém do que temos vindo a esperar de séries fantasiosas, como The Witcher (2019-) que estreou a Dezembro de 2019, sei que é injusto comparar, mas, parece uma versão adolescente em que temos uma falta de consequências, falta de alma, mas temos romances forçados, portanto ponto positivo certo? Acabei a primeira temporada a sentir que havia uma grande peça a faltar.

A acompanhar com a sua simples premissa, a série teve escolhas artísticas que, constantemente, tiravam-me do mundo que estavam a tentar criar. As transições são completamente desnecessárias e criam um contraste berrante entre as suas cenas, apesar de apreciar a tentativa de narrativa através destas, não foram bem executadas. A escolha de música/instrumentos também era muitas vezes questionável, pois parecia não se enquadrar nos momentos.

Mas o momento mais baixo é mesmo o seu primeiro episódio, com um mau world building, as performances e interações são estranhas e a história é demasiado aberta, de forma a que dificilmente nos prende. Para uma arca de 10 episódios, sinto que foi tudo arrastado e planeado de forma a haver uma segunda temporada, pois não há desfecho para nenhuma das personagens, passam a temporada a levantar e essas questões são respondidas com mais questões. Temos umas conclusões e algumas revelações, estas que eram tão previsíveis que fiquei desapontado quando previ, corretamente, as revelações.

Agora, pontos positivos, temos personagens bem realizadas como Pym (Lily Newmark) e Squirrel (Billy Jenkins) que trazem algum alma e carisma às suas cenas. A série efetivamente vai melhorando com o decorrer dos episódios, com a cena do lago no episódio 4 sendo um dos maiores destaques.

A série foi, desde o início, pensada para ter continuidade e se tornar num franchise, o que acabou por prejudicar a primeira temporada pois é utilizada como set up para as outras, e efetivamente tem potencial para ser melhor, mas têm de deixar certas escolhas para trás e focar-se em remediar os seus pontos fracos, porque senão ficará conhecido como uma versão adolescente de uma série de fantasia que foi feita só para render aos pés de Game of Thrones (2011-2019) e The Witcher.


Guilherme Moura
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